sábado, 22 de setembro de 2012

28 me assusta.
não pelo peso - ou leveza - que se comporta uma idade. Mas porque ainda me assustam os 27.
o número mesmo, não a idade.
porque esta representa o que a gente quiser.

é pelo número apenas. 27 não desceu, ficou preso na garganta.
me fez pensar, pela primeira vez, antes de responder a idade prontamente.
por isso, o susto. é assim que chego aos 28.
pasma.




02/08/12

Ode à Clarice/sensação

Só Clarice para me fazer de repente ter vontade de escrever de novo. Só ela para me colocar de novo nessa perspectiva de escrever noite adentro, adorando, encantada com o fascínio que a noite sempre me trouxe. Escreverànoitesozinha! Escreversozinhaànoite ! Estarsozinhaescrevendoànoite!
Não há como descrever a sensação - só ela para fazer isso melhor que ela mesma.
 
Pensamentos, diálogos, tratos que fiz há pouco com pessoas inventadas..
Não que as pessoas não sejam reais, são próximas até. O inventado é o que acontece no momento passado na cabeça. E só lá.
Mas a sensação é o que importa.
E essa, como Clarice, não se descreve, por pura impossibilidade e falta de ferramentas verbais.


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Queria uma máquina de gravar sensações. Para poder sentí-las quando quisesse.


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O sentimento é intelectualizado, por mais doido que isso pareça. A sensação, essa sim, é irracional.
Então, Ode à Sensação.







02/08/12

"brincando em cima daquilo" (letra de música - Oswaldo Montenegro)

Descobri uma qualidade: desfazer constantemente certezas.
Era toda assumição esta tarde, desci do palco e confundi com prepotência.



02/08/12

Quando pego Clarice prometo-me que leio só um capítulo, mas começo a ler o próximo fingindo pra mim que não estou lendo, só espiando um pouquinho o que virá..


Devorando: Clarice, uma biografia (Benjamin Moser)

25/07/12

Biopolítica no jardim

Quando ele se aproximou - com uma cara muito sem graça - imaginei que ele falaria comigo. E ainda imaginei - em segundos - , que eu estava desobedecendo a alguma regra. Aliás, são tantas delas por toda a parte que é fácil ter a sensação de estar desobedecendo alguma, quando alguém chega perto, sem jeito.
Enfim, ele estava ali, parado na minha frente e descobri que estava mesmo desobedecendo a "ordem" do lugar. Uma ordem imponente, gravíssima e quase imperdoável: estava deitada no banco - daqueles verdinhos de praça, bem convidativos, principalmente depois do almoço - mas no jardim da Casa Rui..




19/09/12

Um bom filho à casa torna..

Ai, quanta saudade desse sorvete! Tempos sem escrever, pura falta de tempo.. Muitos projetos, muitas ideias, muitas trocas legais, muitos encontros!
Mas rolam papéizinhos por todos os lados e tomei fôlego - nesse dia de vento e chuva fina - para escrevê-los aqui!