quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cem Sonetos de Amor..

NÃO TE AMO como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

Pablo Neruda


(pq acordei romântica hj..)

domingo, 22 de novembro de 2009

Felicidade


Alegria pouca

Alegria tênue, média, mansa

Alegria grande, imensa

Felicidade diária



Gotas de felicidade, sem Coca-Cola

sábado, 7 de novembro de 2009

"Que belo estranho dia pra se ter alegria"..

Ele pode ter mentido todas as outras vezes.
Ou pode ter mentido dessa vez e só.
Como saber.
Sinais não me fazem enxergar com mais clareza.
Sinais de quê?

Não quero ser obrigada a interpretar sinais pela vida afora.
Só quero poder saber a verdade.





A vida inteira se escuta que as coisas têm "hora certa" pra acontecer.
As pessoas são levadas a acreditar nisso e em um monte de outras mentiras o tempo todo.
E mesmo pra quem sabe, continua-se a acreditar que a vida tem hora certa.
O que não se torna banal hoje.
A surpresa, a descoberta, a curiosidade se tornam hábito, porque não param ali atrás.
E hábito e vício se misturam muito facilmente.
Pronto, está feito.
Tornou-se banal, corriqueiro, usual.
Quase morte!

Cocaína..


1/11/09

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Olhando da janela..

Ao lado de onde estudo tem uma favela. Onde passarinhos e micos circulam livremente. O galo fica do lado de lá do muro, mas ele se faz presente toda manhã do lado de cá quando o escutamos. O lixo de lá não é o mesmo que o daqui, nem a pobreza é. Se derrubassemos o muro, o galo também circularia livremente. A pobreza não acabaria, nem o lixo. Só exerceríamos o que propõe uma universidade "pública, gratuita e de qualidade": a troca.



25/09/09

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Eu não sei ser assim.
Eu não sei ser de outro jeito.
Tentei. Não sei nem porquê.
Por esporte, por convicção,
por esperança. Por tentar.
Não tento mais.
Sou de outro jeito. Só.

Às vezes, não sei quem ele é.
Ah! Mas ele também não sabe..

domingo, 13 de setembro de 2009

leve a vida leve..

sempre tive medo da vida
desde pequena
hoje descobri o porquê
nasci ansiosa
precisava de mais tempo

ter essa consciência ajuda
mas não resolve
não sei o que resolve
se resolve
tento

mas tenho vivido leve
apesar das tarefas cotidianas
apesar da insegurança de cada dia

vivo. leve como a brisa que passa


12/09/09

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

"A vida não é filme, vc não entendeu"..




(só pq está há dias na cabeça, sem motivo. então escrevo tb sem motivo.)

domingo, 12 de julho de 2009

Assim sem mais..

Tempos difíceis de falta de inspiração
Aliás, falta de quase tudo
Falta de energia que me é tão vital
Falta de coragem
Falta de tanta coisa em um mês que me assustei
Aliás, me assusto fácil
e não sabia ou sabia?

Descobrir dificuldades pode ser bem doloroso, e foi
mas também foi um exercício incrível de paciência
e de descobertas
umas que eu já tinha descoberto antes e outras que nem imaginava

Tempo de retrabalhar, de resignificar, de recriar
e de inventar atividades novas
não é fácil, mas é possível
ainda - ou já - estou tateando os próximos passos
mas com leveza

Sei que cuidado não se paga
carinho, amor, tampouco
então, agradeço com muita força
todo amor, todo carinho, todo cuidado
que eu tive, que eu tenho e que sei que é pra sempre,
como poucas coisas são

A única dúvida que não tive foi quanto a esse amor
E é recíproco.
Assim sem mais..

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Dessas coisas que a gente gostaria de ter escrito..

além do qualquer
(fred martins e manoel gomes)

por gostar tanto do mundo/não pode ser qualquer mundo/meu pano de cena/
por querer tão bem à vida/não deverá qualquer vida/assim valer a pena/por
viver tão plena arte/jamais será qualquer arte/meu campo de pouso/por amar
forma de gente/não me encanta qualquer gente/e um verso qualquer não ouso