Incrível como uma conversa pode desanuviar dúvidas homéricas..
Clarear o breu que já se sabia, mas não se sabia como..
Incrível o poder de uma conversa num momento preciso..
De decisão..
Mais incrível a capacidade de um amigo te fazer virar o jogo no segundo tempo de um dia parcialmente nublado.. (depois de você já ter tentando o dia inteiro)
Virar o jogo..
Ter o domínio da bola, mas só até o próximo abismo..
E rir..
E viver..
E gostar..
Gracias, chica! Hasta!
Acredito no poder de um sorvete de flocos numa tarde cinza. Ou era pistache? Era pistache. Mas não importa: Sorvete de Flocos.
domingo, 16 de novembro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
A descoberta do mundo
"fora das horas em que escrevo,
não sei absolutamente escrever.
será que escrever não é um ofício?
não há aprendizagem, então?
o que é?
só me considerarei escritora no dia
em que eu disser: sei como se escreve."
"o que eu sinto eu não ajo.
o que ajo não penso. o que penso não sinto.
do que sei sou ignorante. do que sinto não ignoro.
não me entendo e ajo como se me entendesse."
C.L
não sei absolutamente escrever.
será que escrever não é um ofício?
não há aprendizagem, então?
o que é?
só me considerarei escritora no dia
em que eu disser: sei como se escreve."
"o que eu sinto eu não ajo.
o que ajo não penso. o que penso não sinto.
do que sei sou ignorante. do que sinto não ignoro.
não me entendo e ajo como se me entendesse."
C.L
domingo, 10 de agosto de 2008
Aos 24..
"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.." Álvaro de Campos
Foram anos tentando construir uma coerência que eu achava que devia ter. Anos tentando saber quem eu era e pra quê eu era. Anos procurando respostas pro que eu não sabia. Anos de uma busca que eu achava que teria fim um dia.
Engano. Algumas respostas não existem – constatação libertadora essa! E a busca é uma incoerência só.
Hoje, à beira dos 24, passeio entre verdades que já não me servem mais, extremos que me são necessários, mudanças infinitas e inevitáveis.
Desconstruo as certezas do que sou para ter a possibilidade de ser outra amanhã. E isso é tudo.
27/04/08 e 9/08/08
Foram anos tentando construir uma coerência que eu achava que devia ter. Anos tentando saber quem eu era e pra quê eu era. Anos procurando respostas pro que eu não sabia. Anos de uma busca que eu achava que teria fim um dia.
Engano. Algumas respostas não existem – constatação libertadora essa! E a busca é uma incoerência só.
Hoje, à beira dos 24, passeio entre verdades que já não me servem mais, extremos que me são necessários, mudanças infinitas e inevitáveis.
Desconstruo as certezas do que sou para ter a possibilidade de ser outra amanhã. E isso é tudo.
27/04/08 e 9/08/08
Não seria difícil supor que ele a amava. Estava em seu rosto. No olhar que se amiudava quando sorria. Nos gestos cada vez mais freqüentes e nas palavras cada vez menos contidas.
Ela também. E não saberia dizer quando havia começado. Nem como ou onde. Por que havia se apaixonado ela não saberia responder.
Ambos sabiam, mas de alguma maneira ambos tinham dúvida. Às vezes do próprio sentimento e às vezes do outro. Sabiam em silêncio.
Talvez por precisarem comprovar a cada instante aquilo que sentiam. E isso não era orgulho.
Tinham tido até ali, alguns bons momentos – apesar do pouco tempo.
Viagens, – que para ele eram a melhor forma de demonstrar afeto – conversas – que para ela eram a melhor forma de demonstrar intimidade – e música que era consenso entre os dois.
Mesmo assim, ela não saberia o que dizer sobre o grau de afinidade entre eles e ele talvez nunca tivesse pensado nisso.
O certo é que tinham sim afinidades. Apenas algumas poucas diferenças causadoras de brigas sérias. E um mar com todo o resto.
Resto não era uma palavra que ele gostasse. Mas resto aqui era o entorno. O que ia além das afinidades e diferenças. E o que era?
Isso também não saberiam dizer.
Será que era possível descobrir o que os unia além das afinidades e diferenças? Será que não era pouco tempo pra saber? Será que era de fato importante?
O que tinham era uma alegria que não cabia, uma saudade que gritava calada. Se bem que a saudade – mesmo sem saber quantificá-la – essa eles sabiam dizer.
Ela era ávida em conhecer tudo o que pudesse dele. Ele já o fazia sem pressa. Tinha um ritmo próprio de lidar com as coisas. Lento.
Ela se irritava no início, mas depois achava graça. Aprendeu a lidar com outro ritmo que não o seu, com outra maneira de enxergar o mundo que não a sua. E gostou.
Esse gostar comum fazia com que continuassem. Já não era mais pra saber até onde se podia chegar. Era um gostar carregado de sentido, mas que também se permitia não ter sentido algum.
Talvez a dúvida fosse timidez. Dele. Não que ela não fosse. Era. Mas sua timidez já não a impedia de certas coisas. Já havia se livrado desses mecanismos. Ou criado outros.
Ela entendia os momentos de pausa. Sabia reconhecê-los. Eles não a assustavam mais.
Sabia que gostava, apesar desses momentos em que era mais fácil acreditar no contrário. Duvidar.
Era a certeza que queriam. Uma certeza que se queria eterna. Mas isso nem ela nem ele teriam. Só no fim. E quando seria, como seria, onde seria? Antes teriam que se deixar dizer eu te amo.
Mas ele, ele sempre fora menos decidido que ela.
22/07/08
Ela também. E não saberia dizer quando havia começado. Nem como ou onde. Por que havia se apaixonado ela não saberia responder.
Ambos sabiam, mas de alguma maneira ambos tinham dúvida. Às vezes do próprio sentimento e às vezes do outro. Sabiam em silêncio.
Talvez por precisarem comprovar a cada instante aquilo que sentiam. E isso não era orgulho.
Tinham tido até ali, alguns bons momentos – apesar do pouco tempo.
Viagens, – que para ele eram a melhor forma de demonstrar afeto – conversas – que para ela eram a melhor forma de demonstrar intimidade – e música que era consenso entre os dois.
Mesmo assim, ela não saberia o que dizer sobre o grau de afinidade entre eles e ele talvez nunca tivesse pensado nisso.
O certo é que tinham sim afinidades. Apenas algumas poucas diferenças causadoras de brigas sérias. E um mar com todo o resto.
Resto não era uma palavra que ele gostasse. Mas resto aqui era o entorno. O que ia além das afinidades e diferenças. E o que era?
Isso também não saberiam dizer.
Será que era possível descobrir o que os unia além das afinidades e diferenças? Será que não era pouco tempo pra saber? Será que era de fato importante?
O que tinham era uma alegria que não cabia, uma saudade que gritava calada. Se bem que a saudade – mesmo sem saber quantificá-la – essa eles sabiam dizer.
Ela era ávida em conhecer tudo o que pudesse dele. Ele já o fazia sem pressa. Tinha um ritmo próprio de lidar com as coisas. Lento.
Ela se irritava no início, mas depois achava graça. Aprendeu a lidar com outro ritmo que não o seu, com outra maneira de enxergar o mundo que não a sua. E gostou.
Esse gostar comum fazia com que continuassem. Já não era mais pra saber até onde se podia chegar. Era um gostar carregado de sentido, mas que também se permitia não ter sentido algum.
Talvez a dúvida fosse timidez. Dele. Não que ela não fosse. Era. Mas sua timidez já não a impedia de certas coisas. Já havia se livrado desses mecanismos. Ou criado outros.
Ela entendia os momentos de pausa. Sabia reconhecê-los. Eles não a assustavam mais.
Sabia que gostava, apesar desses momentos em que era mais fácil acreditar no contrário. Duvidar.
Era a certeza que queriam. Uma certeza que se queria eterna. Mas isso nem ela nem ele teriam. Só no fim. E quando seria, como seria, onde seria? Antes teriam que se deixar dizer eu te amo.
Mas ele, ele sempre fora menos decidido que ela.
22/07/08
terça-feira, 22 de julho de 2008
Velharia..
(estava eu aqui remexendo em escritos antigos e achei esse. que alma atormentada.. eu costumo dizer que a tendência é melhorar. comprovado.)
Saber que somos eternos, que o mundo é cheio de mistério,
que o destino e o livre arbítrio caminham juntos, não é de todo
suficiente para assegurar boas expectativas. A vida é muito mais
que isso e muito mais simples. Mas o perceber e o desfrutar desta
realidade depende de um pilar mais importante, a confiança. Por
sua vez, é ela que estimula a criatividade e provoca na gente o
desejo de ousar, levar adiante projetos secretos. E só quando ela
é alcançada, conseguimos provar de fato o sentido da liberdade.
Juliana Veiga
1/06/03
“Contemplar a própria vida sob o aspecto do eterno talvez possa
ser considerado um respeitável êxito moral ou intelectual, mas não
proporciona necessariamente paz e tranqüilidade mental.”
Jostein Gaarder
Livro: Maya ; pág 37
que o destino e o livre arbítrio caminham juntos, não é de todo
suficiente para assegurar boas expectativas. A vida é muito mais
que isso e muito mais simples. Mas o perceber e o desfrutar desta
realidade depende de um pilar mais importante, a confiança. Por
sua vez, é ela que estimula a criatividade e provoca na gente o
desejo de ousar, levar adiante projetos secretos. E só quando ela
é alcançada, conseguimos provar de fato o sentido da liberdade.
Juliana Veiga
1/06/03
“Contemplar a própria vida sob o aspecto do eterno talvez possa
ser considerado um respeitável êxito moral ou intelectual, mas não
proporciona necessariamente paz e tranqüilidade mental.”
Jostein Gaarder
Livro: Maya ; pág 37
terça-feira, 8 de julho de 2008
Caminhos infinitos pelo caminho
Infinitas casas pelo caminho, infinitas gentes
Arrepios infinitos,
surpresas
Um infinito de chaves que se perdem e se acham
Um infinito de lares, lugares
E fico por aí
Nas lembranças.
Pelos caminhos de alguns
me deixo também nos caminhos de outros,
feliz
mas tem um lugar q não deixo
primeira casa,
morada para a qual se volta
depois de um dia, depois de um mês
depois de anos, sempre,
casa de mãe!
(pra minha mãe, é claro!)
Arrepios infinitos,
surpresas
Um infinito de chaves que se perdem e se acham
Um infinito de lares, lugares
E fico por aí
Nas lembranças.
Pelos caminhos de alguns
me deixo também nos caminhos de outros,
feliz
mas tem um lugar q não deixo
primeira casa,
morada para a qual se volta
depois de um dia, depois de um mês
depois de anos, sempre,
casa de mãe!
(pra minha mãe, é claro!)
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Enquanto espero o guaraná fazer efeito..
Queria escrever sobre a saudade.
Sobre a saudade de agora.
E não sei como.
É uma saudade que quer dizer e não diz.
Dizer tudo de uma só tacada,
Sentir tudo que ainda não se sabe o quê.
Vontade doida de entender o que há pra ser compreendido.
Mesmo sabendo que isso é nunca.
Saudade do que só volta em pensamento.
Saudade do que ainda não veio.
Saudade por não ser igual ao que foi ontem.
Saudade por nunca ter sido.
Saudade por saber que um dia acaba.
Uma saudade que não sei dar nome.
2/07/08
Sobre a saudade de agora.
E não sei como.
É uma saudade que quer dizer e não diz.
Dizer tudo de uma só tacada,
Sentir tudo que ainda não se sabe o quê.
Vontade doida de entender o que há pra ser compreendido.
Mesmo sabendo que isso é nunca.
Saudade do que só volta em pensamento.
Saudade do que ainda não veio.
Saudade por não ser igual ao que foi ontem.
Saudade por nunca ter sido.
Saudade por saber que um dia acaba.
Uma saudade que não sei dar nome.
2/07/08
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Um beijo roubado, de Wong Kar Wai
despedidas.
encontros.
reencontros.
tempo.
confiança.
vícios.
escolhas.
amor (ou chance para que ele aconteça).
" 'Adeus' nem sempre significa o fim".
encontros.
reencontros.
tempo.
confiança.
vícios.
escolhas.
amor (ou chance para que ele aconteça).
" 'Adeus' nem sempre significa o fim".
sexta-feira, 6 de junho de 2008
No Iacs..
Bancos de praça costumam me chamar a atenção.
Não são apenas bancos.
São convites à observação do cotidiano - que está ali o tempo todo para ser visto.
Bancos de praça de cidades do interior me deixam especialmente ansiosa.
Me inquieto até o momento de poder estar sozinha naquele lugar.
E ali - e talvez só ali - eu apreendo a cidade, a rotina, as pessoas.
E passo horas.
Ou minutos. Entre um intervalo e outro. Entre uma aula e outra. Entre respirações.
Respiro sensações de bancos de praça, de bancos de faculdade, de bancos de orla, de bancos de parques.
Pequenas doses antropológicas, essenciais ao meu cotidiano.
5/06/08
Não são apenas bancos.
São convites à observação do cotidiano - que está ali o tempo todo para ser visto.
Bancos de praça de cidades do interior me deixam especialmente ansiosa.
Me inquieto até o momento de poder estar sozinha naquele lugar.
E ali - e talvez só ali - eu apreendo a cidade, a rotina, as pessoas.
E passo horas.
Ou minutos. Entre um intervalo e outro. Entre uma aula e outra. Entre respirações.
Respiro sensações de bancos de praça, de bancos de faculdade, de bancos de orla, de bancos de parques.
Pequenas doses antropológicas, essenciais ao meu cotidiano.
5/06/08
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Um pensamento de agora..
Busco um equilíbrio, que eu sei, nunca virá completo.
A vida faz questão de não ser completa.
Mas o próprio caminho hoje já me serve muito bem.
A vida faz questão de não ser completa.
Mas o próprio caminho hoje já me serve muito bem.
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